terça-feira, 10 de março de 2015
É como...
É como quando num mergulho no mar no dia quente, primeiro o choque, o alívio, o prazer e então a profundidade. E lá no fundo, fundo mesmo é mais gelado e meu corpo nada nada ali e volta para a quente superfície, morna e aí... Perfeita. Se eu pudesse repetiria aquela sensação de novo e de novo. É como descer a montanha russa ou a queda livre, primeiro o medo depois a adrenalina, e então o prazer, a sensação de invencibilidade. É como aquele picolé, primeiro o frio, depois o frescor e então o doce despertando todas as sensações de prazer existentes. É como assistir a um filme perfeito, primeiro a curiosidade, depois o envolvimento, depois a crise e então a solução, montagem perfeita, trilha sonora perfeita, roteiro perfeito e prazer sensação de ter se oculpado com arte e ser um pouco melhor. É como louvar a Deus, desafiador, difícil, mas extremamente recompensador. É como ser feliz pela primeira vez, aquele frio na barriga, o medo normal. É o alívio, é a adrenalina, é o frescor, é o envolvimento, é o prazer, é a recompensa. É como ter você. Perfeito.
Duas caronas
Era uma vez uma gabriela, meio deprimida, meio aliviada, tinha acabado de sair de um péssimo relacionamento, tava na parada da base esperando o ônibus passar pra levá-la a sua casa no itacorubi tinha saído do dentista e já estava pensando quanto a drogra ia demorar e como ia ser quando ela fosse morar lá, então para uma professora de bioquímica da ufsc pergunta se ela quer carona, ela aceita e vai felz até um ponto, contando como tava ansiosa p resultado do vestibular e saudosa de sua vida e amigos no Nordeste. Mais de um ano depois a mesma Gabi, feliz e animada espera o ônibus na parada da base onde mora num dia chuvoso, é o primeiro dia do segundo semestre de Design, era cedo mas ela não queria se atrasar... Então a professora de bioquímica passa oferece carona novamente, ela aceita contente, ao entrar no carro reconhece a professora, ela lembra exatamente de quem era ela, mas brinca do jogo da apresentação todo de novo e percebe que afinal contas a moça realmente não poderia lembrar dela, era outra pessoa naquele carro, outra gabriela... Ao perceber isso agradece a gentileza desce na universidade e vai contar fútil, mas sortuda história para [...] de duas caronas e duas gabrielas.
domingo, 1 de março de 2015
O velho
Passamos a vida toda na busca de estabelecer definições, fatos, respostas. Depois de um tempo ou idade você acaba por se contentar em como montou cada aspecto do seu pensamento, como todos eles estão perfeitamente organizados e justificados em sua cabeça. É nesse momento que a vida começa a paralisar, nada mais o anima porque não a mais o que procurar ou perguntar porque você "sabe" exatamente o que pensar ou dizer. E é nesse gênio desanimado que você se sente, achando que todos ao seu redor são inexperientes imaturos e não terão nada a o acrescentar, então você os julga, se cansa, desinteressa, desiste. Um belo dia então é forçado a ouvir uma resposta diferente da sua e sem querer abrir mão do seu orgulho e suposta inteligência você o declara: tolo. Então preso na sua gaiola de "sabedoria" você se exalta, se torna inabalável e então sozinho. Terrível coisa é a solidão, momento em que você é forçado a viver consigo mesmo e para não admitir isso assume que o problema são dos que o circundam e não sabem suas próprias conclusões. Quão triste você é, confessando que precisa de um ar novo, de uma resposta nova para se interessar de novo por essa vida superficial e sem perceber que o único velho dessa história é você.
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