quarta-feira, 30 de abril de 2014
Exagero
Eu testo muito. Eu me testo o tempo inteiro, eu testo Deus mesmo quando não deveria, eu testo meus amigos, meus familiares. Acho que uma das claras razões pela qual testo tanto tudo e todos é esse meu desejo insaciável de ter algo puramente verdadeiro. Nasci com caráter, nunca fui boa em mentir por que sempre estou na busca por algo real. Mas antagonicamente me pego em meio a fantasias que crio, essa ideia que só é um nome bonito para a mentira em que temos consciência que vivemos. Se conheço alguém, já me parece muito mais sensato não gostar dessa pessoa do que dá-lo uma chance, porque se for estabelecer relação eu tenho que saber de tudo e gostar de tudo. Esse "tudo" tem que ser tão verdadeiro que eu só passo a ver verdade no intenso, no exagero. Nessa tentativa minha de viver verdadeiramente eu me pego sufocando minhas relações, pedindo e exigindo demais, me enchendo mesmo que empanturrada de algo para experimentar seu verdadeiro sabor, exigindo atingir o inalcançavél para reconhecer meu próprio valor. Essa sou eu, definitivamente, eu preciso forçar alguém a ir embora para ter certeza que, se ele ficar, realmente quer estar comigo, eu tenho que comer todo o pote para considerar aquilo saboroso, eu tenho que passar horas e horas obssecada por algo para ver que, se estou nesse ponto, é porque vale a pena. Então eu me pergunto: isso é um problema? Isso é uma fantasia? Tudo isso é uma mentira? Mais antagonismo, mais antíteses, mais paradoxos. Como sou complicada.
quarta-feira, 23 de abril de 2014
Última carta
A indiferença em relação a ti me tomou e por isso escrevo uma última vez. Nada em relação a ti afeta mais minha vida, meu humor, minha auto-estima, minhas emoções. Vejo agora como a maior parte de tudo o que eu sonhei e vivi contigo fez parte da minha enorme fantasia, como eu sabia desde o começo como iria ser e terminar. Agora, que é definitivo para mim, eu posso te dizer o quanto me é indiferente sua existência, posso finalmente admitir que errei, aprender e seguir em frente. Tudo o que eu nunca quis ser foi a rejeitada, mas eu fui, eu fui rejeitada pela minha própria imaginação, tentei enganá-la e falhei. Seja feliz como você sempre quis, eu serei melancólica como sempre quis, tudo ficará como deve ser. O que me conforta é que nada disso me surpreende, eu já sabia desde o começo, assim como soube no fim que amor não é aquilo que você dizia ter por mim. Eu não quero alguém que me proteja, que preencha meu vazio e atenda a minha carência. Eu não quero alguém pois sou carente, mas quero me sentir carente de alguém, alguém que me queira por mim, não porque tem pena de mim. Alguém que valorize quem eu sou, me queira por perto, alguém que viva comigo e me ame cada vez mais, assim como eu também espero me sentir em relação a alguém. Eu também não te amei e por isso peço perdão, perdão por ter te usado, mas acho que estamos quites. Não sou nenhuma coitada que precisa de ajuda. Eu sabia desde o começo que você não era o que eu sonhei, mas o que eu precisava. Agora que não preciso mais, sigo a pedir que conheça finalmente amor verdadeiro, se é que ele existe para mim, como parece existir agora para você. Não sei o que fez com as restantes, mas pode jogar fora. Demorou, eu sei, mas agora posso dizer: eu terminei aqui.
sexta-feira, 18 de abril de 2014
Ingratidão
Eu vivi assim, eu me importava com tudo e todos, cada opinião, cada comentário, cada olhar. Eu vivi me incomodando com tudo de negativo que me era falado e digamos que quando se nasce numa família "perfeita" é bem frequente sermos criticados negativamente. Eu deixava que toda exigência, expectativa, desejo sobre minha vida influenciasse em tudo o que eu fizesse. Mas chegou uma hora que eu percebi que eu controlo minha vida, em vários aspectos. Quem eu sou ou serei depende de quem eu escolho ser e eu nunca quis ser alguém presa. Essa ideia sobre qualquer tipo de prisão, responsabilidade, obrigação simplismemte me enche o saco, extremamente. Eu não tenho mais paciência para ficar agüentando as expectativas de ninguém, eu sei que isso deve ser radical ou errado, mas olha só, eu também não me importo, não o quanto eu fazia antes. Chame-me de chata, ignorante, grossa, gorda, gordinha, certinha, imatura, jovem. Antes eu choraria, depois eu iria ficar com raiva e triste comigo mesma, agora eu dou de ombros faço um piada e sigo em frente. O que eu posso fazer? Eu gosto de conselhos, mas conselhos não são ordens, essa ideia de ser controlada me incomoda. Ao mesmo tempo sou extremamente dependente de meus pais, meus amáveis, capazes e perfeitos pais. Talvez eu só seja ingrata, ou qualquer coisa que seja. É como eu disse eu me importei no começo, mas não gostei.
quinta-feira, 17 de abril de 2014
Masoquismo
Eu queria muito sair desse sentimento, dessa coisa, dessa fantasia. Eu já estou tão tão fora que meu sentimento se tornou algo extremamente tosco: eu estou com raiva por não sentir nada do que sentia antes, estou zangada por isso não me fazer sofrer mais. Parece que eu realmente gosto, aprecio o mal, sou muito masoquista, porque só uma pessoa muito masoquista iria estar no meu lugar. Alguém pode me explicar porque ser feliz me entedia? Porque eu fico constantemente encontrando motivos para ser infeliz? Porque isso parece tão mais real? Porque eu me sinto incomodada por estar bem, incomodada por estar incomodada com isso? Preciso me decifrar, está difícil me entender. Aaaaa, tudo o que eu precisava, é eu sou doente, agora estar tudo bem de novo. Droga!
quarta-feira, 16 de abril de 2014
A salsa do paradoxo
Nada é mais vazio do que o espaço entre as lembranças. Incrível a variedade de pessoas que existem nesse mundo. O que ainda me é complicado de digerir é o quanto uma pessoa tão próxima, sem eu ao menos perceber, pode ser diferente de mim. A diferença não é só fisica ou intelectual. Como uma pessoa pode ser tão simples, sem entender as nuances da vida, as metáforas, as referências? Não importa o quanto eu fale algo nas entrelinhas ela nunca vai entender, me torno desinteressante. O que mais me intriga em tudo isso é como por tanto tempo - continuo- pude me enganar por trás da necessidade de não ser só, o quanto eu pedia algo que nunca poderia ser me dado, o quanto se pedia também algo de mim que eu não tinha a oferecer. Para mim não existe resposta, para mim é tudo complicado, complexo, eu não entendo simplicidade. Mesmo agora minha mente viaja entre o espaço das lembranças e nelas em si, deliciando-me com a fantasia em que vivi e aproveitando enquanto os vácuos não crescem e as lembranças escapolem. Ainda assim se tornou desinteressante, algo que para mim foi tão intenso. Eu sou diferente, nós somos. Eu disse, claramente, algo nas entrelinhas, mas quanto paradoxo. Entretanto eu comecei a sentir também diferente, assim como Linklater, eu aprendi a amar e fazer amor com os paradoxos que me perturbam e numa noite solitária saio a dançar salsa com minha confusão.
quarta-feira, 9 de abril de 2014
O infeliz
A depressão é um sentimento que vai muito além das circunstâncias, alguns nascem com a maldição de ser infelizes e não importa o quão bom parece sua realidade o sofrimento fala mais alto. Quando se é infeliz, se sofre varias vezes. Primeiro a circunstância, segundo a natureza, terceiro a infelicidade, quarto o fim. Só existe uma coisa que pode fazer o infeliz ficar: o amor. Mas como amá-lo se ele não parece ser sincero e quando o é ele sente que as pessoas não o querem por perto? Por isso ele tenta chamar atenção de alguma forma, qualquer coisa que façam com que olhem para ele, qualquer coisa que o faça pensar que ele não é vão, que a vida dele vale algo. Todos morrem, é a tendência natural da vida, mas quando alguém nasce com a tendência de querer morrer? Vamos realmente continuar ignorando isso? Vamos continuar procurando um culpado? Amor, só o amor pode amparar, consolar, manter, alimentar, motivar o infeliz. Ele já vai viver a vida toda se culpando por ser infeliz, por não conseguir ser leve e complicar tudo, por achar sua dor irreal ou gerada e por isso vai sofrer. Você consegue enxergar? O que se passa na cabeça do infeliz vai muito além da sua vontade, é a dor de viver, de não se amar. O antídoto para o infeliz é o amor e eu repito até que vocês entendam, fugir não vai adiantar, desistir não vai melhorar, fingir que aquilo não existe pior ainda. Ele sofre de algo que ninguém pode ver, mas que ninguém quer contagiar-se. Dizê-lo para parar, acreditem não adianta. Amem-no, verdadeiramente. Amem-no apesar de sua dor e o ajudem a entender que ela é real e assim pode ser evitada com mais amor, que só ele pode gerar. Aquele sofrimento ligado a aflição, a aflição de não ser feliz, não ser querido, não se querer, a falta, a ausência, a indiferença, a mágoa. O sofrimento é o único sentimento real na vida do infeliz, ele gosta disso, ele se delicia nesse masoquismo, porque é a única coisa que faz sentido para ele, é a forma de se defender do seu medo de viver.
terça-feira, 8 de abril de 2014
Free or slave?
Do i have to be another girl? Sometimes I feel like everyone is always teling me to be a diferent person than i naturly am, and i just don't get it, how am i suppose to love myself when everyone is clearly saying that that is a problem? I always have to grow up, it just seems like i am never good enough. I am always jealous of other people, I am always question myself and asking to be different. I am over it, i am just so tired of feeling bad for who I am all the time. I just want to be free, I want not to care, because it just hurt, always. Deep down i wanna to be her, the happy soft swit girl with a broken smile because it just seems so dam easy. But i am fucking not, I am not that kind of girl and I am trying really hard to accept who I am and don't need everyone to do the same. But it's often, I don't want to be that jealous girl, the victim of the world, always suffering and always complaining. I just wanna be free, but at the same time I want to be slave of someone acceptence. What am I? Do I love myself? What I want to be? Free or slave?
segunda-feira, 7 de abril de 2014
Action
I am so tired of complaining, I just wanna life my wonderfull crap life the best as i can and believe that is just good even when there are stuff going wrong for my point of view. I am just tired of looking e saying, I want ACTION!
domingo, 6 de abril de 2014
Someday had arrived
Someday eventually I will stop caring and It will be sad still, because all that magic and all that flame, sparkal, It all just be gone and You will fade away and I thought that somehow We will find a way back, all that We live will not be in vain and I won't be so vain to you. But I'm vain, you never saw me, not enough, and It will be a ironic closer if you descover all that I believe in your girlfriend. If that happens at least one of us found true love.
sábado, 5 de abril de 2014
Dançando
Eu hoje eu tive uma sensação maravilhosa: liberdade. Vê-lo e não sentir nada, vê-lo e nem lembrar como era, tudo isso foi simplismemte libertador. Acho que eu estava lutando esse tempo todo para manter o fantasma do meu antigo relacionamento, com medo de que se eu admitisse meus sentimentos eu iria perceber que tudo realmente terminou e eu mais do que nunca estou realmente só. Mas esse dia chegou e eu reagi como nunca imaginei, além da indiferença libertadora eu senti uma quebra na minha tendência de me amarrar ao sofrimento. Não posso negar minha natureza dizendo que ele não existem, mais do que nunca me encontro em um estado completo de solidão e até de inveja. Entretanto nada disso realmente se compara a estranha felicidade em me ver livre dessa utopia, desse platonismo, dessa ilusão que eu criei para alimentar minhas carências. Eu sabia que tinha me confundido e agora mais do que nunca percebo, eu não preciso de alguém para me atender, eu tenho vivido só, por dois anos, mesmo quando estou em contato social. Na luta de me livrar da escuridão eu me encontrei de tantas formas diferentes, eu experimentei duras situações para aprender a lidar com elas e para crescer e evoluir. Isso é reconfortante, uma dança de libertadora melancolia, de segurança em quem eu sou, de amor próprio. Dançando com a solidão e a agradecendo satisfeita por ter me feito infeliz.
quarta-feira, 2 de abril de 2014
Tempestade
Estou numa fase onde não encontro alegria e animo em nada. Os três últimos anos desencadearam em fim em todos os sentidos, meu avô um dos meus melhores amigos morreu, eu fui embora de Natal e de meus amigos, comecei um curso que me frustou e eu desisti, comecei a namorar e terminou, agora estou quase saindo da minha igreja porque está impossível de ficar e das únicas pessoas com quem eu convivo. Estou esperando algo na minha vida que não termine e continue, eu sou uma pessoa melancólica, mas não sou uma pessoa infeliz, só estou numa fase difícil. Espero que essa tempestade passe logo, chegue uma fase mais fácil, com menos ensinamentos, uma fase suave, doce, cansei do desanimo, cansei de finais e despedidas.
terça-feira, 1 de abril de 2014
Injustiça
Ando fugindo de muita coisa, muito potencial de sofrimento, muita gente que me tira o conforto. Nessa busca de não me convencer que sou uma vítima do mundo eu deixei coisas passarem, engoli sapo, aceitei aquilo que me machucava. Mas eu realmente preciso não sentir para continuar vivendo? Eu sou sozinha, eu não tenho amigos na cidade, eu tinha um namorado e alguns amigos, mas eu não estava feliz, ao ver isso meu namorado sem lutar nenhum pouco por mim me largou, todos os "amigos" que eu tinha se foram, ele arranjou outra e eu fiquei só, sem namorado nem amigos. Por um lado é ótimo, antes ficar só do que com pessoas que não me valorizam e esse namorado já vale muito pouco, os "amigos" menos ainda. Ao mesmo tempo eu não entendo porque uma pessoa como eu que tenta tanto acertar continua vivendo uma vida completamente diferente da que eu queria estar vivendo. Tudo bem eu entrei em outro curso, sai de um que estava me fazendo muito infeliz e isso eu pude providenciar. Mas quando se trata do que é realmente importante para mim: relações, eu não entendo porque o meu ex consegue uma namorada tão rápido e eu nem um amigo sequer. Parece tão injusto, parece que todo mundo ao meu redor tem alguém e eu tenho minha mãe e meu pai que nem entendem direito, eu tenho minha melhor amiga que mora tão longe de mim que eu nem sei mais como é que funciona. Eu não entendo porque eu só não consigo uma companhia. Eu não vou mudar, vou ficar sã, mesmo se for só não vou ceder de ser eu. Espero que Deus me dê aval e no final, vou dançar com a solidão e me convencer de que eu não preciso de ninguém para ser feliz. Quanta mentira!
Assinar:
Postagens (Atom)