sábado, 5 de abril de 2014
Dançando
Eu hoje eu tive uma sensação maravilhosa: liberdade. Vê-lo e não sentir nada, vê-lo e nem lembrar como era, tudo isso foi simplismemte libertador. Acho que eu estava lutando esse tempo todo para manter o fantasma do meu antigo relacionamento, com medo de que se eu admitisse meus sentimentos eu iria perceber que tudo realmente terminou e eu mais do que nunca estou realmente só. Mas esse dia chegou e eu reagi como nunca imaginei, além da indiferença libertadora eu senti uma quebra na minha tendência de me amarrar ao sofrimento. Não posso negar minha natureza dizendo que ele não existem, mais do que nunca me encontro em um estado completo de solidão e até de inveja. Entretanto nada disso realmente se compara a estranha felicidade em me ver livre dessa utopia, desse platonismo, dessa ilusão que eu criei para alimentar minhas carências. Eu sabia que tinha me confundido e agora mais do que nunca percebo, eu não preciso de alguém para me atender, eu tenho vivido só, por dois anos, mesmo quando estou em contato social. Na luta de me livrar da escuridão eu me encontrei de tantas formas diferentes, eu experimentei duras situações para aprender a lidar com elas e para crescer e evoluir. Isso é reconfortante, uma dança de libertadora melancolia, de segurança em quem eu sou, de amor próprio. Dançando com a solidão e a agradecendo satisfeita por ter me feito infeliz.
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