Tem algo sobre esse fundo branco que me irrita. Queria que ele fosse escuro, mesmo que eu saiba que na teoria a legibilidade seria melhor assim. Mesmo sabendo de tanta coisa que seria melhor, mesmo assim eu continuo achando o caminho difícil mais confortável. Eu arrasto, alastro, espalho e contamino tudo com isso. Absolutamente tudo. Sou essa coisa pulsante de alegria e raiva localizadas no mesmo lugar, coladinhas. Então a situação surge e meu caminho é sempre escuro, o mais desafiador, doloroso, confrontador, quebrantante, emocional, desequilibrado. Eu tento conter e antes que eu vejo as coisas transpiram de mim. Eu juro, sem querer quando eu me olho eu já estou naquele lugar de novo. Falando o que umas das minhas várias vozes disse pra eu não dizer. As pessoas pensam sobre sanidade como a estabilidade de uma única voz. Bem, se fosse assim, acredito que eu não sou sã. Eu estou sempre nesse caminho torto de indireta um lado pra entortar as pontas depois, de pisar no espinho vendo a grama fofa ao lado e, o mais difícil, estar constantemente mandando minhas vozes calarem a boca e escolher sempre uma pra falar mais alto. Talvez eu seja um tipo de maluca, que gosta dessas lágrimas, que sente prazer em sair desse estado de paz por contaminar alguém que eu amo com meu jeito insano de ser. Eu juro, não tinha a intensão. Talvez eu não saiba ainda o que é equilíbrio e talvez ele estivesse certo... Minhas vozes são hipócritas.
sábado, 26 de dezembro de 2015
segunda-feira, 16 de novembro de 2015
Depois do silêncio
Devo ter cara de saco de pancadas. Sou descartável e reciclável. Quer uma consulta? Fale com ela. Se isso se tornar útil, use-a mais vezes. Se não? Pra que guardar? Às vezes me pergunto até que ponto isso é uma mera consequência de tudo o que eu pedi. Amigos e pessoas problemáticas como eu, que pudesse ajudar. Mas depois de uma semana de silêncio e uma longa conversa intensa, profunda e cansativa em que você é refutado vezes e mais vezes, te levam a refletir. Será que eu tenho cara de saco de pancadas emocionais? De remédio pra dores existenciais? Psicóloga teste de tempo ilimitado? Eu falo e falo, tentando ver se minha vida gera interesse, mas as vezes parece é que nem escutam, eu fiz um teste uma vez, falei algo bem absurdo... Se passou despercebido. Não me use. Dialogue comigo. Eu sou um ser humano também. Posso estar errada, mas por favor não me ameace com mais uma semana de silêncio. Sou uma vítima de recuperação tanto quanto você, não me de razões para cair em meu antigos hábitos. Se for drama demais, perdoe-me pelo egocentrismo. E se for fazer uso, que pelo menos seja multuo. Mas pare com o silêncio, só pare de me bater por favor.
sexta-feira, 13 de novembro de 2015
O tempo
Eu voltaria andando, é engraçado como algumas coisas mudam tanto e outras tão pouco. Me questiono: algum dia vou me desfazer disso? Eu sou assim e nunca vou mudar? Será que alguém vou amar diferente? Será que algum dia vamos conversa de algo que não ela? Será que eu sempre vou querer aprovação? Será que eu sempre vou lidar com a felicidade com desespero? Engraçado, eu querer correr ou voltar andando. Tanta gente fala: a gente não aproveita os momentos da vida o suficiente e não reconhece o quanto é feliz? Eu me pergunto qual o objetivo desse questionamento? Hoje mesmo, andei 53 minutos, sentindo o cheiro das árvores, vendo as pessoas, ouvindo os sons da cidade, aproveitando a cidade e eu me senti feliz. Logo eu que no passado me repelia com a ideia de vida ao ar livre, logo eu vi uma oportunidade no problema de trânsito da ilha, uma alegria naquele ótimo podcast, uma satisfação na minha conformidade, visto que ela me é favorável, afinal tenho tudo o que preciso para ser feliz. O momento não passou, apesar de levar a uma profunda melancolia e reflexão. Isso é ruim? Não. Eu amo minha melancolia. Eu amei aquele momento, tanto que queria voltar andando, queria correr, queria ver o lado de fora. Aqui está eu aproveitei o momento da vida, fui grata, me senti amada, sorri. E se isso fizer parte de minha mudança e transformação, seria isso de fato um grande passo. E agora? Pra onde eu vou? O que eu faço? Como lido com o resto? Será que irei mudar o resto? Se sou capaz disso... Quem eu sou? Sou eu fruto do meu tempo? Dos meus investimentos? Não vi grande "fuzz", foi bom passou. Talvez seja esse meu resto, saber lidar com esse momento. Pra onde ir? O que fazer? Algum dia foi me desfazer disso? Bem, espero que sim, e, quando conseguir, espero que isso me ensine a ser intensa nesses momentos ou que me faça renovar e ensinar o mundo a ser felizmente melancólico. Eu voltaria andando, é engraçado agora... Muito tempo depois.
Aprendendo a jogar a bola
Aprenda a jogar a bola, a tristeza é um sentimento inerente à nós, sim, isso não há dúvida. Mas a tristeza, esse maravilhoso sentimento pode ser transformado em duas coisas: rancor ou aprendizado. O rancor é a tristeza mal tratada, aquela que você deixou de lado quieta ou negou a existência, aquela que você não lidou, aquela que você deixou se alimentar sozinha, a tristeza abandonada. O rancor é guardar pra si algo que não é seu, é escolher se apegar ao sofrimento. Acredite isso é mais comum do que você acredita, porque é mais fácil sofrer e deixar a tristeza quieta, do que tentar entendê-la, dar voz a ela, ao contrário, é mais fácil escondê-la. Você guarda a bola e ela vira um monstro e ela gruda no seu pé e te puxa toda vez que você quer ir em frente, ela te prende. A tristeza que leva ao aprendizado é sem duvida umas das coisas mais difíceis que aprendi na vida, que aprendo todo dia em cada detalhe. É difícil pensar que talvez aquilo é uma mistura de você e uma situação ou pessoa, e você nem controle de si mesmo tem, quem dirá do resto. É difícil dar espaço pra estar errado, pra admitir que talvez seja exagero seu, pra admitir que você complicou. Ao mesmo tempo é extremamente difícil aceitar que o outro errou, que a situação lhe foi desfavorável. O mais difícil é que são poucas as pessoas que você tem opção de pegar essa bola e jogar. São poucas as capazes de suportar segura-la, só muito amor e sabedoria. E se você acha que não tem ninguém assim na sua vida, acredite é sua opção enxergar assim, porque existe alguém muito melhor que te ama incondicionalmente. Mas aí, você para e pensa, aqueles que importam, aqueles que contam são os que mais te machucam, são os que estão presentes nesses momentos de tristeza, são os que você dá ouvidos e deixa entrar no seu mundo. Seja sincero consigo mesmo, mas não uma sinceridade que machuca, não uma sinceridade crítica que te leva ao rancor. Só seja sincero o suficiente pra escutar a tristeza e falar para a fonte dela: é esse seu problema, como você quer lidar com isso? E lide, mate esse monstro, siga em frente. Se essa pessoa for você, fale isso pra si, aguente o peso. Jogue a bola pra quem gerou sua tristeza. Aprenda a admitir, aprenda a se libertar, aprenda a crescer, aprenda a amadurecer, aprenda a aprender e, mais importante, aprenda a amar sua tristeza.
sexta-feira, 23 de outubro de 2015
Lugar Feliz
Um dia você vai estar doente na cama, tossindo e sendo super manhoso ou chorando dor. E o mais estranho de tudo é que eu quero ser a pessoa que te dar a sopa na boca ou chora junto contigo, só de te ver sofrer. Não é muito comum na vida encontrar alguém pra o momento da dor e menos ainda se imaginar sofrendo com aquela pessoa e, mesmo assim, saber que fazer isso seria milhões de vezes mais feliz do que viver sozinha ou simplesmente sem essa. Há algum tempo atrás, meu lugar feliz era o sofá de um estranho e eu me sou a estranha a quem fui. Entretanto tudo o que eu fui e fiz, sofri e passei me trouxeram até aqui, até você. Eu não me importo com a dor, a quantidade de lágrimas, sofrimento, raiva, agonia... Eu não me importo de ter tudo isso se for pra compartilhar contigo. Meu lugar feliz virou teus olhos e não importa a expressam ou sentimento que eles tiverem. Você me olha e vai me salvando e me curando. Me deixa colocar essa sopa na sua boca e se preciso virar noites em chão de hospital, deixa eu chorar suas derrotas ou sofrer por alguma discussão idiota que tivemos, mas me deixa sempre voltar pros teus braços. Não me deixa nunca, meu lugarzinho feliz.
segunda-feira, 19 de outubro de 2015
Meu lugar
Quem é você menino? Quem é você que tem o dom de me deixar sem palavras pensamentos ou críticas? Justo eu, sempre tão cheia de opiniões e contrariedades. Você tem o poder de calar minha boca, minha mente, minhas dores, minhas inseguranças. Você tem o poder de dar paz, alegria, razão e significado. Quem é você? Renovando e intensificando todo dia uma certeza que nunca me seria natural. Quem é você que me convence todo dia que a vida é linda e sorri pra mim? Quem é você? Menino moreno fofo meigo romântico poeta que eu não sei o que fiz pra conquistar. Tu curtes passar a tarde me olhando dormir e eu passo a tarde percebendo suas tentativas de matar sua saudade de mim e sorrio de olhos fechados enquanto adormeço com sua mão, cheiro, alma e coração. Você é esse menino onde no colo há lar, na boca há desejo e no amor há incondicionalidade divina. Eu sou tão sua, tão sua... que perdoaria, suportaria e aguentaria qualquer coisa. Sem você não há mais eu. Aceito assim a vuneralidade total de te ser entregue. Eis aqui menininho, meu coração. Só sorri pra mim e já me reabasteçe. Tens o dom, o poder e a coragem de ser assim, meu abrigo, meu amor e meu lugar...
domingo, 27 de setembro de 2015
Imaginária
Eis-me aqui outra vez, vendo de longe as histórias se repetirem. Nunca vi uma personalidade tão sortuda e azarada. Nunca vi alguém p se entregar tão intensamente e chorar tanto por tão pouco. A vida é engraçada às vezes, o quanto eu faço por encontrar alguém por quem desenvolvo tanto e no final sou o motivo do estopim. Aí eu me pergunto, porque? Porque eu? Porque hoje... Eu quero que me veja chorar, sim, eu realmente me importo e sim, é idiota, mas ouve eu posso fazer? Eu sou idiota mesmo. Só uma idiota chora assim é sente assim a possível perda de um amigo e não consegue controlar ou fingir... Eu tento mas as máscaras não pegam no rosto, as perucas ficam pequenas demais, as lentes machucam meus olhos o sorriso se inverte e eu caio no chão de chorar e não rir. Porque eu sou assim. Que coisa mais chata essa mania de sofrimento. Esse vicio enlouquecedor. E ao mesmo tempo gritando isso, ninguém vê eu não falar. Sou assim invisível? Fazendo e tentando e lutando por ser vista e percebida, gritando por atenção. Mas continuo invisível... Amiga imaginária, mais uma vez na minha vida imaginaria, expectativas vãs e sentimentos platônicos. Eis-me aqui mais uma vez... Me submetendo. Mas eu sou essa personalidade, invisível e sensível até demais, imaginaria...
sábado, 23 de maio de 2015
Certeza
Talvez seja medo ou falta de gratidão, talvez seja felicidade ou choque, talvez seja melancolia ou cansaço, talvez seja loucura ou descaso, talvez seja falta de reconhecimento ou incredulidade, talvez seja eu ou eu seja várias pessoas. Talvez seja seu amor ou sua disposição, talvez seu coração ou sua mente, talvez seja seu jeito ou sua birra, talvez seja vontade ou sonho, talvez seja desejo ou saudade. Talvez seja amor ou amor, talvez seja paixão ou paixão, talvez seja supresa ou surpresa, talvez seja canto ou canto, talvez seja felicidade ou felicidade. Talvez seja certeza. Mas certeza nunca foi talvez, não dessa vez.
terça-feira, 10 de março de 2015
É como...
É como quando num mergulho no mar no dia quente, primeiro o choque, o alívio, o prazer e então a profundidade. E lá no fundo, fundo mesmo é mais gelado e meu corpo nada nada ali e volta para a quente superfície, morna e aí... Perfeita. Se eu pudesse repetiria aquela sensação de novo e de novo. É como descer a montanha russa ou a queda livre, primeiro o medo depois a adrenalina, e então o prazer, a sensação de invencibilidade. É como aquele picolé, primeiro o frio, depois o frescor e então o doce despertando todas as sensações de prazer existentes. É como assistir a um filme perfeito, primeiro a curiosidade, depois o envolvimento, depois a crise e então a solução, montagem perfeita, trilha sonora perfeita, roteiro perfeito e prazer sensação de ter se oculpado com arte e ser um pouco melhor. É como louvar a Deus, desafiador, difícil, mas extremamente recompensador. É como ser feliz pela primeira vez, aquele frio na barriga, o medo normal. É o alívio, é a adrenalina, é o frescor, é o envolvimento, é o prazer, é a recompensa. É como ter você. Perfeito.
Duas caronas
Era uma vez uma gabriela, meio deprimida, meio aliviada, tinha acabado de sair de um péssimo relacionamento, tava na parada da base esperando o ônibus passar pra levá-la a sua casa no itacorubi tinha saído do dentista e já estava pensando quanto a drogra ia demorar e como ia ser quando ela fosse morar lá, então para uma professora de bioquímica da ufsc pergunta se ela quer carona, ela aceita e vai felz até um ponto, contando como tava ansiosa p resultado do vestibular e saudosa de sua vida e amigos no Nordeste. Mais de um ano depois a mesma Gabi, feliz e animada espera o ônibus na parada da base onde mora num dia chuvoso, é o primeiro dia do segundo semestre de Design, era cedo mas ela não queria se atrasar... Então a professora de bioquímica passa oferece carona novamente, ela aceita contente, ao entrar no carro reconhece a professora, ela lembra exatamente de quem era ela, mas brinca do jogo da apresentação todo de novo e percebe que afinal contas a moça realmente não poderia lembrar dela, era outra pessoa naquele carro, outra gabriela... Ao perceber isso agradece a gentileza desce na universidade e vai contar fútil, mas sortuda história para [...] de duas caronas e duas gabrielas.
domingo, 1 de março de 2015
O velho
Passamos a vida toda na busca de estabelecer definições, fatos, respostas. Depois de um tempo ou idade você acaba por se contentar em como montou cada aspecto do seu pensamento, como todos eles estão perfeitamente organizados e justificados em sua cabeça. É nesse momento que a vida começa a paralisar, nada mais o anima porque não a mais o que procurar ou perguntar porque você "sabe" exatamente o que pensar ou dizer. E é nesse gênio desanimado que você se sente, achando que todos ao seu redor são inexperientes imaturos e não terão nada a o acrescentar, então você os julga, se cansa, desinteressa, desiste. Um belo dia então é forçado a ouvir uma resposta diferente da sua e sem querer abrir mão do seu orgulho e suposta inteligência você o declara: tolo. Então preso na sua gaiola de "sabedoria" você se exalta, se torna inabalável e então sozinho. Terrível coisa é a solidão, momento em que você é forçado a viver consigo mesmo e para não admitir isso assume que o problema são dos que o circundam e não sabem suas próprias conclusões. Quão triste você é, confessando que precisa de um ar novo, de uma resposta nova para se interessar de novo por essa vida superficial e sem perceber que o único velho dessa história é você.
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015
Combinação
"Quando eu penso em você" é uma frase comum e eu poderia me delongar nela. "Eu te amo porque" da mesma forma podia me levar a um longo texto romântico. Mas não é minha intensão me igualar a suas lindas e sinceras declarações de amor, até porque o mais lindo desse relacionamento é o quanto a gente se parece ou se não, se complementa. Venho aqui simplesmente fazer o que eu tanto adoro: refletir. Eu não sei ao certo como você me atingiu, eu não sei como essa história se formou, só posso supor que uma força maior nos uniu. Foi intenso, desesperado, sofrido, demorado e no final apaixonado. Mas o mais incrível meu amor é que todo dia eu dormia com um medo. Na minha imprevisibilidade e incapacidade de amar, eu me via como alguém incapaz de me apegar sem sentir um tédio enorme, você sabe disso. Meu medo então, era acordar e o sentimento passar. Então eu esperei, no terceiro dia pensar em ti me fazia rir, te ver me provocava calafrios de desejo e impossibilidade. Você sabe que eu sou pura incerteza e quem diria que justo você seria aquele que viria me encher segurança. Desde que eu te conheci, e por te conheci eu digo te provei, eu sou plenamente feliz, eu me sinto bem comigo, eu estou mais próxima de Deus, eu tenho um amigo, eu me sinto amada e me sinto amar. Você sabe o quão difícil era colocar nessa cabeça teimosa e insatisfeita um sentimento de completa satisfação? O mais incrível é que até hoje não importa onde, quando eu te vejo é esse o sentimento que me invade e me surpreende, mas melhor que esse sentimento é você. Você tão bobo, inseguro e cicatrizado, seu sorriso, seu olhar, a sua voz, simplesmente você me surpreende. Não existe mais insegurança, já que quem me assegura é sua presença. O medo se esvai, posso até dizer se esvaiu, mas alguns consideram que esta cedo. Então eu cedo e digo, só te olhar nos olhos, só de ouvir sua voz ou as tuas palavras um pouquinho do meu medo do mundo se vai. Você é a maior prova da presença de Deus na minha vida, me enchendo de esperança e certeza. Por isso eu não duvido mais, eu só vivo. Você é minha resposta de oração. E no final seremos eu, você e Deus, quer melhor combinação que essa?
quinta-feira, 1 de janeiro de 2015
O fim das coisas
O dia está chegando ao fim e eu continuo pensando: o que eu fiz hoje? O que eu fiz no primeiro dia do ano que vai repercutir nele todo? Ai parei e pensei, talvez hoje seja simplismente hoje, não existe tal coisa como ano novo, é apenas mais um dia. Toda essa questão de mudança e transformação é puramente psicológica. Se eu quiser começar a ler hoje eu teria começado, se eu quisesse ter escrito eu o teria feito, se eu quisesse não ter comido eu não teria. Não porque amanhã ou no futuro ou muito menos no final minha escolha vai repercutir, somente porque o hoje demonstra quem eu sou. O que eu quero hoje refletirá talvez no resto do ano, ou não, é tudo uma questão de querer. Você quer escrever hoje porque você quer chegar no final do ano com vários textos? Ou você quer simplismente escrever porque aquilo te dar prazer? Em que você se deleita? No final das coisas ou na execução delas? Aí eu chego a questão daquele carpe diem, o maldito carpe diem. E se hoje for vazio? Se hoje for vão? Significa que eu sou vã ou que meu ano será? Ou só que justo hoje eu não quero fazer nada disso? Enquanto surge esse texto, eu me alegro na inspiração, na elaboração. Mas porque? Pelo volume ou pela momento? Será mesmo possível para mim curtir o momento quando estou tão preocupada com o final? Como e porque se livra disso?
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