quinta-feira, 1 de janeiro de 2015
O fim das coisas
O dia está chegando ao fim e eu continuo pensando: o que eu fiz hoje? O que eu fiz no primeiro dia do ano que vai repercutir nele todo? Ai parei e pensei, talvez hoje seja simplismente hoje, não existe tal coisa como ano novo, é apenas mais um dia. Toda essa questão de mudança e transformação é puramente psicológica. Se eu quiser começar a ler hoje eu teria começado, se eu quisesse ter escrito eu o teria feito, se eu quisesse não ter comido eu não teria. Não porque amanhã ou no futuro ou muito menos no final minha escolha vai repercutir, somente porque o hoje demonstra quem eu sou. O que eu quero hoje refletirá talvez no resto do ano, ou não, é tudo uma questão de querer. Você quer escrever hoje porque você quer chegar no final do ano com vários textos? Ou você quer simplismente escrever porque aquilo te dar prazer? Em que você se deleita? No final das coisas ou na execução delas? Aí eu chego a questão daquele carpe diem, o maldito carpe diem. E se hoje for vazio? Se hoje for vão? Significa que eu sou vã ou que meu ano será? Ou só que justo hoje eu não quero fazer nada disso? Enquanto surge esse texto, eu me alegro na inspiração, na elaboração. Mas porque? Pelo volume ou pela momento? Será mesmo possível para mim curtir o momento quando estou tão preocupada com o final? Como e porque se livra disso?
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