sexta-feira, 13 de novembro de 2015

O tempo

Eu voltaria andando, é engraçado como algumas coisas mudam tanto e outras tão pouco. Me questiono: algum dia vou me desfazer disso? Eu sou assim e nunca vou mudar? Será que alguém vou amar diferente? Será que algum dia vamos conversa de algo que não ela? Será que eu sempre vou querer aprovação? Será que eu sempre vou lidar com a felicidade com desespero? Engraçado, eu querer correr ou voltar andando. Tanta gente fala: a gente não aproveita os momentos da vida o suficiente e não reconhece o quanto é feliz? Eu me pergunto qual o objetivo desse questionamento? Hoje mesmo, andei 53 minutos, sentindo o cheiro das árvores, vendo as pessoas, ouvindo os sons da cidade, aproveitando a cidade e eu me senti feliz. Logo eu que no passado me repelia com a ideia de vida ao ar livre, logo eu vi uma oportunidade no problema de trânsito da ilha, uma alegria naquele ótimo podcast, uma satisfação na minha conformidade, visto que ela me é favorável, afinal tenho tudo o que preciso para ser feliz. O momento não passou, apesar de levar a uma profunda melancolia e reflexão. Isso é ruim? Não. Eu amo minha melancolia. Eu amei aquele momento, tanto que queria voltar andando, queria correr, queria ver o lado de fora. Aqui está eu aproveitei o momento da vida, fui grata, me senti amada, sorri. E se isso fizer parte de minha mudança e transformação, seria isso de fato um grande passo. E agora? Pra onde eu vou? O que eu faço? Como lido com o resto? Será que irei mudar o resto? Se sou capaz disso... Quem eu sou? Sou eu fruto do meu tempo? Dos meus investimentos? Não vi grande "fuzz", foi bom passou. Talvez seja esse meu resto, saber lidar com esse momento. Pra onde ir? O que fazer? Algum dia foi me desfazer disso? Bem, espero que sim, e, quando conseguir, espero que isso me ensine a ser intensa nesses momentos ou que me faça renovar e ensinar o mundo a ser felizmente melancólico. Eu voltaria andando, é engraçado agora... Muito tempo depois.

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