segunda-feira, 27 de janeiro de 2014
Preconceito
Tudo o que eu deveria sentir era felicidade, mas o terror da espera é pequeno comparado ao terror da conquista. Como explicar isso? Não! Não! Não! De novo? Parece que nesse mundo eu não posso ser eu mesma, eu não posso deixar transparecer minha fé sem ser julgada e excluída, tão cedo e já aconteceu. Porque eu sinto que isso não vai mudar? Eu sei que em relação a isso eu não mudarei. Exclusão, preconceito, tristeza, sofrimento, rejeição é o que me aguarda, esse é o peso de procurar viver a vida diferente que a que esse mundo prega. Eu não preciso escolher um pecado capital, eu fujo disso! Mas eu já sou a ingênua que fala de Deus, uma ignorante idiota que ainda é presa e cega as rédeas de uma religião diante desse mundo de "liberdade". Mal sabem eles que são escravos de si mesmos, mal sabem eles que essa necessidade por felicidade com base no prazer carnal e sucesso na vida terrestre não são nada comparados a paz que encontro na presença do Senhor, não é nada comparado a uma vida com Cristo. Mas eu tenho que escolher uma bebida, eu tenho que escolher um fumo, eu tenho que escolher um pecado. "Tadinha" é a palavra que eles já usam para mim. Mas eu sou forte, pois tenho um Deus que me fortalece e eu nunca irei desistir de ser quem sou, nem que eu sofra até a morte nunca abrirei mão de pregar a minha fé, ela é maior que esse mundo. Eu sou estranha aqui, eu não pertenço a esse mundo, esse lugar é passageiro, anseio a uma morada melhor, anseio ao fim desse mundo, anseio voltar para casa.
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