O sentimento mais estranho do mundo. Já me foi provado repetidas vezes que o futuro depende pouco de mim, eu tenho uma parcela pequena, quase insignificante, por isso acredito em destino. Eu nunca achava que fosse me transformar na pessoa que sou hoje, nunca achava que fosse mudar de curso, que fosse arranjar um namorado e querer terminar com ele porque ele não era suficiente para mim. Meses atrás eu achava que estava fadada ao tédio, ao comodismo e sem controle nenhum e sem interferência nenhuma minha as coisas simplesmente foram acontecendo. Mas de mim foi uma parcela mínima e as circunstâncias me mudaram. O que eu não consigo entender é minha falta de perspectiva, quando eu já entendi que muitas coisas fogem do meu controle, acontecem de acordo com o inesperado, minhas previsões bizarras, minha intuição, meu sentimento. Pouco desse mundo é racional, há algo além da razão que nos surpreende, entristece, alegra, deprime, apaixona, confunde, modifica. Esse algo é que dá gosto, graça, valor a vida. O mais contraditório de tudo é que aquilo que mais nos move a viver é extremamente independente de nós. Surge então a palavra fé, não necessariamente ligada a uma religião, mas ás coisas que estão além, que fazem parte do mundo que não enxergamos. Não chega a ser o mito da caverna, porque nunca nos chocaremos com outra realidade, já a vivemos, mesmo quando não queremos aceitar.
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