Olho-me no espelho e vejo um horror estampado em meus olhos. Meu corpo grita por aceitação, por construir algo ou ter uma certeza. Ao mesmo tempo minha mente pede auto-suficiência, segurança e equilíbrio. Esse mesmo horror eu consigo ver nos olhos daqueles que assim como eu não conseguem esconder bem seus medos e suas dores. Outras pessoas se moldam de tal forma para esconder não só dos outros, mas delas mesmas essas carências, feridas e doenças. Chego numa "conclusão" de que cada vez mais a raça humana é completamente contraditória. Escondemos uns dos outros o que todos sentem e nos relacionamos superficialmente para não demonstrar sentimentos que todos nós possuímos. Segue então o ciclo do medo e infelicidade, a roda viva, que cada vez mais nos força a parecer ser quem não somos e esconder de todos o que, resolvido, poderia aliviar a maioria de nossos problemas.
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